Atividade formativa com indígenas

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), como parte de suas ações de acompanhamento a Proteção de Defensores de Direitos Humanos Ameaçados no Maranhão, realiza nos próximos dias de 4 a 6 de dezembro de 2017 na Aldeia Cajueiro Piraí em Viana, a primeira oficina de autoproteção para três etnias indígenas, Povo Gamella, Ka’apor e Gavião.
 
A ação visa construir na forma coletiva e autônoma, estratégias e um conjunto de orientações que possam colaborar na autoproteção em relação à integridade física, social e cultural das etnias acima referidas. Além disso, a formação também tem como objetivo contribuir no fortalecimento e empoderamento local dos indígenas Gamella, Ka’apor e Gavião com vistas a que estes ampliem seus processos de resistência.
 
Assim, durante a oficina serão firmados acordos e pactuados um conjunto de ações que irão compor planos de ação protetiva – PAPs para cada etnia inserida na Proteção e ainda em conjunto com os indígenas acertaremos a forma de acompanhamento a essas mesmas etnias a partir dos PAPs elaborados.
 
A atividade contará também com a presença de uma liderança indígena o cacique Babau da Etnia Tupinambá da Bahia e que é conhecido nacionalmente pela sua força e autonomia em resistência e ainda por ter tido a coragem de lutar pelo seu povo como etnia ressurgida. Cacique Babau vem pra dialogar e partilhar suas experiências e formas de autoproteção.
 
A iniciativa é um marco na execução da Proteção de Defensores de Direitos Humanos Ameaçados no Maranhão porque a SMDH concretiza, assim, a Pedagogia de Proteção, uma Pedagogia popular, que desenvolve processos ajudando aos sujeitos em proteção a desvendarem sua vocação em SER MAIS como humanos, que busca desvendar a origem das ameaças e suas conexões com o sistema de opressão, que busca descobrir o sentido da palavra e seu poder libertador pelo processo dialógico entre sujeitos da construção da proteção. A Pedagogia da Proteção é ainda uma marca e um diferencial para política de proteção em direitos humanos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *