Entre os dias 1º e 7 de julho, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) realizou os cursos de Agentes Populares de Direito (APDs) e Agentes Populares de Comunicação (APCs), iniciativa que integra a campanha “Em 2026, Vamos Mudar o Congresso”, uma articulação entre a SMDH e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). A formação, realizada de forma virtual, reuniu mais de 40 participantes de diferentes estados do país em um processo de fortalecimento da participação popular, da defesa da democracia e da construção de um Congresso comprometido com os direitos humanos.

A proposta dos cursos foi formar multiplicadores capazes de atuar em seus territórios durante o período eleitoral, fortalecendo a participação cidadã, a fiscalização do processo eleitoral e a mobilização da sociedade civil em defesa dos direitos humanos e da democracia.
Durante a formação dos Agentes Populares de Direito, os participantes aprofundaram sobre o funcionamento do Congresso Nacional, a legislação eleitoral, os mecanismos de fiscalização das eleições e as principais irregularidades que ameaçam a democracia, como compra de votos, abuso de poder econômico, uso indevido da máquina pública, assédio eleitoral e disseminação de desinformação.
Além dos aspectos legais, o curso abordou formas seguras de registrar e denunciar violações, destacando a importância da produção de provas, da utilização dos canais institucionais, como o aplicativo Pardal e o Ministério Público Eleitoral, e da adoção de medidas de proteção física e digital para quem atua na defesa dos direitos humanos e da vida.
Já o curso de Agentes Populares de Comunicação concentrou os debates na comunicação popular como ferramenta de transformação e fortalecimento da participação popular. Os encontros discutiram estratégias para ampliar o alcance das campanhas em defesa dos direitos humanos, o enfrentamento às fake news, o uso ético das tecnologias digitais e da inteligência artificial.
Também foram apresentadas orientações práticas para produção de conteúdos em redes sociais, utilização de ferramentas digitais, checagem de informações e fortalecimento das redes de comunicação popular, valorizando a escuta, o diálogo como instrumentos de mobilização social.