“Vamos mudar o progresso”: campanha nacional faz mobilização para eleger um Congresso Amigo do Povo

“Vamos mudar o progresso”: campanha nacional faz mobilização para eleger um Congresso Amigo do Povo

Ação propõe apontar retrocessos legislativos e conscientizar eleitores sobre o impacto do voto parlamentar nas pautas de direitos humanos e segurança pública.

No dia 18 de junho, o Movimento Nacional de Direitos Humanos do Brasil (MNDH) e a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) lançaram a campanha nacional “Vamos mudar o progresso: eleger um congresso amigo do povo”. Com foco em ações presenciais no Maranhão e no Distrito Federal, a mobilização — que se estenderá até o fim de setembro de 2026 — tem um objetivo claro: disputar narrativas, combater o conservadorismo, apontar os “inimigos do povo” dentro do Poder Legislativo e sensibilizar o eleitorado sobre as graves consequências de um voto errado para o Parlamento.

A cerimônia contou com a  participação de Paulo César Carbonari, representando o  MNDH, Jô Gamba, representando a SMDH, Antônio Moroni representando o INESC e a teóloga  Romi Márcia Bencke. Acesse aqui.

Durante lançamento, Paulo Carbonari (MNDH) destacou que “é um compromisso cidadão de querer e insistir, a partir da organização e da luta, que esse país, que o nosso país, que o Brasil tenha uma representação política que efetivamente respeite e represente a sociedade brasileira e que represente aquilo que o povo brasileiro quer para si mesmo, e não interesses escusos, interesses privados, interesses de corporações.” 

Já Romi Mencke afimou que “precisamos de um congresso que represente, que seja um espelho da população brasileira, então ele precisa ser um congresso representativo. Nós precisamos de mais pessoas negras, de mais mulheres, de mais pessoas indígenas, de pessoas LGBTQIA+, representações de povos tradicionais”. 

Antônio Moroni destacou que “o que a gente vê nesses anos do Inesc é que muitos parlamentares do nosso campo político, muitos forjados às nossas lutas, chegam no parlamento e se perdem na burocracia do parlamento. Se perdem nas disputas dos cargos internos do parlamento, consumindo toda uma energia política crítica para dar conta daquela estrutura que não foi pensada para atender os nossos direitos, e tira esses parlamentares dessa construção das nossas lutas”.

Para Jô Gamba (SMDH), “nós topamos essa luta desse momento histórico. Essa é a nossa cena de hoje, são as eleições, e porque nós acreditamos piamente de que um novo mundo é possível. Um novo mundo onde a garantia dos direitos seja para todos (…) Nós acreditamos que isso é possível com a nossa força, com a força popular, porque somos nós que elegemos este parlamento. Estamos chamados, mais uma vez, a colocar homens, mulheres e todos os segmentos dentro desse congresso para garantir direito para todos e todas as pessoas que vivem nesse Brasil. As leis que a gente sonha são leis que promovam vida”, conclui.

O custo do voto: dados e retrocessos recentes

A campanha surge em um cenário de profunda preocupação com os rumos da representatividade legislativa no país. A proposta busca avaliar como os atuais deputados federais, estaduais e senadores, têm atuado em relação às pautas sociais mais urgentes. Em vez de aceitar um “progresso” que exclui as maiorias, a iniciativa quer redesenhar o conceito de avanço a partir de três pilares fundamentais: segurança pública pautada nos direitos humanos, terra para quem nela mora e trabalha e proteção integral a vidas ameaçadas.

Para além da teoria, a campanha vai trabalhar com dados concretos e projetos de grande repercussão que ignoram as garantias constitucionais e atacam as populações mais vulneráveis, a partir de três grandes temas: terra e território, proteção a pessoas ameaçadas e segurança pública. 

Distribuição de material da campanha durante lançamento no Maranhão

A campanha adotará uma estratégia de descentralização, com a difusão das ações presenciais e digitais em parceria com as entidades, grupos e coletivos que aderirem ao movimento. 

Um kit de materiais digitais — incluindo vídeos curtos, cartazes e layouts — está disponível para download e multiplicação nas redes sociais e ações presenciais descentralizadas. A ideia é criar uma rede de multiplicadores para mudar a cara do congresso.  A imagem utilizada como identidade visual que ancora o lema e as peças gráficas foi gentilmente cedida pelo cartunista Claudius Ceccon.

Para animar o processo da campanha, foi produzida uma música tema composta pelos parceiros SMDH Chico Nô e Henrique Carvalho, com interpretação de Chico Nô e Dicy Rocha.

 

O kit da campanha pode ser acessado aqui

Leia o manifesto da campanha:

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